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O colchão
é determinante na qualidade do seu sono. Se ele não
estiver de acordo com o seu biotipo ou estiver danificado
por tempo de uso ou má qualidade, mesmo que você
tenha todas as condições para dormir bem, não
dormirá; se tiver algum tipo de variável que
seja desfavorável, ele acentuará este problema.
Portanto, não poupe esforços nestes dois acessórios:
colchão e travesseiro.
É bom lembrar que o colchão é muito mais
usado que o carro, o sofá, a televisão, o fogão,
os sapatos, pois é usado durante toda a vida por 8
horas ininterruptas.
Como escolher o colchão?
Procure lembrar na sua história de vida se você
adaptou-se melhor nos de tipos macio ou firme. Depois se eram
de espuma, mola ou caixa ortopédica (os três
tipos mais comuns). Dê preferência ao modelo e
tipo que você já possui hábito. Salvo
se sua experiência vem sendo ruim.
Todo colchão deve exercer uma função
ortopédica para seu usuário. Para isto ocorrer
precisamos combinar o colchão biotipo do usuário.
Existem modelos que são polivalentes, ou seja: são
ortopédicos para qualquer biotipo de usuário,
porém é preciso consultar uma loja especializada.
Cuidado, pois existem muitos colchões com apelo de
ortopédico que não exercem uma função
ortopédica, a exemplo de um modelo oriental vendido
de porta em porta, o qual contraria o princípio básico
de ortopedia.
Veja abaixo.
O que é colchão ortopédico?
Todo colchão deve ceder nas devidas proporções
às curvaturas do corpo sem que o mesmo afunde como
um todo, ou desproporcionalmente. Resumindo: quando deitamos
num colchão que tem função ortopédica,
seria como se deitássemos num local sem gravidade e
o corpo ficasse flutuando, com as curvas de sua anatomia em
perfeito estado, sem influência de qualquer força
ou pressão. Imagine você deitado num colchão
e um terceiro bater foto, após isto com um computador
eliminarmos o colchão da foto e visualizarmos apenas
você. Se a sua postura estiver natural, tipo flutuando
no ar mantendo sua coluna em estado natural, certamente este
colchão está exercendo uma função
ortopédica, então podemos chamá-lo de
colchão ortopédico.
Dormir em cima de uma tábua de madeira rígida
revestida com uma fina camada de espuma é um crime
para a anatomia do corpo.
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Nos colchões
de espuma:
Existem tabelas que indicam qual a densidade da espuma
de poliuretano ideal para cada biotipo.
Diante disto, podemos afirmar que determinado colchão
pode ser ortopédico para uma pessoa de 70 kg
e 1,75, mas para uma pessoa de 100 kg e 1,80, não.
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Nos colchões de
mola:
Existem recursos como as molas bicônicas, que
têm resistência progressiva, funcional como
um feixe de mola. Ou seja, a resistência do colchão
é proporcional ao peso da pessoa.
Assim, quanto mais peso se coloca sobre as molas, mais
elas trabalham para oferecer uma resistência que
estabilize o corpo numa posição confortável.
Pode-se ainda
optar pelo sistema de molas pocket (são
molas individuais). Este sistema se baseia no
sistema de suspensão independente que
é usado nos veículos, onde se
uma das rodas sofre a pressão de uma
pedra, esta roda se move, já as outras
ficam no estado natural. No colchão ocorre
o mesmo: se o ombro e o quadril são as
partes mais proeminentes do corpo, as molas
que os suportam sofrem variação,
já as demais ficam intactas sustentando
o corpo, dando total anatomia ao usuário. |
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Nos colchões de caixa ortopédica:
Certifique-se que o colchão possua no mínimo
3 cm de espessura na camada de espuma e no máximo
8 cm. Isto fará com que o corpo afunde nas devidas
proporções no quadril e ombro e garantirá
a anatomia durante o uso. As densidades devem variar entre
26 e 45. |
Nos colchões de látex:
Têm o mesmo princípio da espuma. Dependerá
da densidade, porém dificilmente você encontra
a tabela de adequação de peso e altura, a qual
para o látex é diferente da espuma de poliuretano.
Não tenha vergonha: teste o colchão
Você deve optar pelo colchão após
experimentá-lo na loja: teste experimentando em todas
as posições de uso. É fundamental experimentar
mais de um tipo para poder estabelecer um referencial. Tente
imaginar usando-o todos os dias e após isto decida
| Muito rígido:
entorta a coluna e pode machucar os quadris, os ombros
e as coxas. Um colchão assim também exige
muito dos músculos, quando eles deveriam repousar. |
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| Muito macio:
não dá a sustentação necessária
para as partes mais pesadas do corpo, como os quadris,
os ombros e as coxas. Em vez de moldá-las, ele
afunda, desviando a coluna. |
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| O melhor colchão:
é firme, nem macio nem rígido demais, seja
qual for o material do qual é fabricado. Nele,
todas as curvas do corpo têm apoio e a coluna fica
reta, sem ser forçada. |
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Conselhos para comprar:
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Saia para escolher
com seu/sua companheiro/ companheira. |
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Lembre-se de que será um
bem compartilhado. |
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Saia com tempo para escolher. Quando
não esteja com pressa e sem outra necessidade,
e disposto a ouvir. Esta decisão influenciará
o resto de sua vida. |
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Saia para escolher vestido comodamente
e com um sapato fácil de tirar, para permitir
que você possa deitar-se com facilidade. |
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Não compre sem se deitar.
Você não compraria um sapato sem prová-lo,
nem uma cadeira sem sentar-se nela. Não é
suficiente sentar-se ou tocar no colchão. |
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Não tenha vergonha. Uma
vez deitado, realize movimentos e depois fique tranqüilo
por uns minutos, concentrando-se no que sente. |
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Peça ao vendedor dados,
folhetos, amostras e toda informação que
possa comprovar os princípios básicos
de saúde, conforto, estética e principalmente
ortopedia. |
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Pense em seu travesseiro. Seria
bom mudá-lo também? Compre um produto
que lhe dê o maior benefício. Compre um
produto, não um preço. Compre o melhor
produto que possa pagar. É um investimento do
qual não se arrependerá. |
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Não economize. Não
deixe que 10% ou 20% a mais no preço façam
com que leve um produto que pode se transformar numa
dor de cabeça. |
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Procure uma empresa séria.
Dar ouvidos a oportunistas interessados em obter uma
venda significa risco, o qual você não
precisa correr. Esta decisão de compra será
fundamental para a sua qualidade de vida. |
Como dormir?
A melhor maneira de dormir é aquela que permita o relaxamento
total dos músculos, principalmente as musculaturas
das costas, da região lombar, dorsal e cervical, as
quais durante todo o dia não têm descanso.
Dormir de bruços: é proibido dormir de bruços,
pois força o lombar e a cervical; acentua problemas
de lordose, lombalgia e escoliose.
Barriga para cima: só aceito se colocado um almofadão
embaixo dos joelhos, a fim de evitar lombalgia. O joelho semilevantado
faz encaixar o quadril e compensar a lordose (curvatura da
lombar). Utilizar travesseiro baixo, para não forçar
a cabeça e a cervical.
Posição fetal: é a posição
mais recomendada. Esta posição consiste em ficar
de lado com as pernas levemente dobradas, o travesseiro deve
preencher o espaço entre colchão, ombro e cabeça.
Muitas
vezes um travesseiro entre os dois joelhos aumenta o conforto
nesta posição. É a posição
mais recomendada.
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Lombalgia: Contratura
crônica da musculatura da lombar. |
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Lordose: Curvatura acentuada da
lombar acima da normalidade. |
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Escoliose: Curvatura da coluna
na forma de S, onde um dos ombros fica mais baixo que
o outro, transformando a coluna num formato da letra
S.
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Travesseiro?
O travesseiro deve funcionar como instrumento de compensação,
evitando que o peso da cabeça force a coluna cervical
e sua musculatura. Portanto, o material definirá o
nível de toque e conforto. Porém, deve-se estar
atento para a espessura do travesseiro. Precisa ter a mesma
espessura para preencher o espaço entre ombro e cabeça,
a fim de não forçar a cervical.
Quando você sabe que está na hora de
trocar seu colchão?
Todos temos o costume de não nos desfazermos de alguns
objetos: chinelos, aquelas velhas sandálias ou o confortável
paletó azul. É uma realidade que todos os bens
vão tendo sua qualidade diminuída com o uso
e o passar dos anos; um colchão, inevitavelmente, também.
Como é difícil lembrar quando mudamos a última
vez de colchão, sugerimos realizar o seguinte questionário,
uma vez por ano, para garantir um correto descanso:
Verifique a garantia de seu colchão. Interprete a garantia
como validade, todo colchão que inspira sua garantia
podemos entender que está sujeito a perder suas propriedades
físicas. Portanto, um bom parâmetro é
quando sua garantia está vencida, ou seja, já
está na hora de trocar o colchão.
A cobertura de seu colchão está suja, descolorida
ou rasgada?
A superfície de seu colchão está desnivelada?
Há depressões nos perímetros ou nos lugares
onde você senta regularmente?
Hà
algum desnível ou depressão em sua cama ou no
box spring (lugar de apoio de seu colchão)?
Sente
seu colchão confortável em alguns lugares, porém
não em outros?
Quando
voce se move sobre seu colchão, sente a base onde está
apoiado?
Quando
se move sua cama oscila ou cambaleia? Ouve ruídos?
Voce e seu/sua companheiro(a) rolam um em direção
ao outro?
Voce
fica lutando por espaço para sentir-se mais confortável?
Sentir-se-ia
incomodado caso tivesse que mostrar seu colchão a um
familiar, amigo ou vizinho?

Você pode utilizar uma densidade superior ao indicada para o seu biótipo, mas, evite utilizar uma densidade inferior aquela indicada à sua altura e peso.
*Preferencialmente.
A escolha para casais:
deve ser de acordo com o cônjuge que requeira maior
densidade.
A escolha para recém-nascidos e crianças:
D18 é indicado para recém-nascidos e crianças
até 3 anos.
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